terça-feira, 10 de novembro de 2015

Refletir para evoluir



DIVERSIDADE



Educação é direito de todos.
Elegemos um padrão de normalidade e nos esquecemos de que a sociedade se compõe de homens diversos, que ela se constitui na variação, assumindo de outro modo às diferenças.

A sociedade possui uma visão de homem padronizado e classifica as pessoas de acordo com essa visão. Deficientes mentais muitas vezes são vítimas de preconceito, discriminação e são consideradas pela sociedade como pessoas incapazes de desempenhar alguma atividade. A Declaração Universal dos Direitos Humanos deixa claro que todas as pessoas devem ser tratadas fraternalmente, independente de deficiências. A mesma Declaração também assegura que pessoas deficientes devem ter todos os tipos de necessidades especiais levadas em consideração no desenvolvimento econômico e social. Porém, a execução na prática é bem diferente.


INTEGRAÇÃO


A maior dificuldade enfrentada por escolas atualmente é a subversão de significado ao confundirem inclusão com integração. A sociedade inclusiva, segundo a proposta feita pela ONU em 1991, é um modelo de gestão social compromissado com quem está em minoria e que parte dos princípios de que todos os homens têm direito de contribuir com seus talentos para o bem comum. A inclusão não é um conceito direcionado à deficiência, é uma proposta política de transformação social onde as pessoas vão poder interagir com sua diversidade. Quando o adolescente participa de uma experiência que o machuca, ele não conhece a inclusão e sim a integração. A integração acontece quando não se muda nada na escola e apenas se aceita o deficiente em sala de aula. Esta foi à dificuldade enfrentada por Jaqueline Costa (42). Na infância, foi matriculada em escolas que não ofereciam suporte para que houvesse a inclusão. A partir da fase da adolescência, no ensino médio; teve contato com centros educacionais especializados, porém vivenciou situações difíceis em relação ao preconceito. “As pessoas me excluíam porque não tinham conhecimento do que é ser deficiente. Para algumas, eu não comentava sobre o assunto; se eu falasse da minha limitação, elas ficariam mais preconceituosas. Essas pessoas não paravam para pensar que todo mundo tem algo a oferecer”. Disse Jaqueline. 


CAPACITAÇÃO


Nesse processo de inclusão, de equiparação de oportunidades e de respeito à diversidade, a escola tem um papel fundamental, o de oferecer a primeira oportunidade para conviver com outras pessoas, além do ambiente familiar. Sabemos que a educação não acontece apenas no ambiente escolar e durante os anos que lá permanecemos; é um processo permanente e dinâmico, que acontece na interação. Jaqueline Costa relata que a falta de preparo e capacitação dos profissionais da área da educação é um problema que precisa ser resolvido.


ESTRATÉGIA


Ao receber um aluno com algum tipo de incapacidade, é importante que haja uma dinâmica diferente, porque existem demandas e interesses concretos. As pessoas com limitações, historicamente, encontram-se numa situação de marginalização e de exclusão social. Com o objetivo de eliminar estes preconceitos é que as pessoas com deficiência lutam pelo direito, não apenas à educação, mas também pela inclusão social no mercado de trabalho, uma vez que no trabalho deparam-se com algumas adversidades, pois, as pessoas com algum tipo de incapacidade nem sempre são aceitas como mão de obra produtiva e competente. A criação de oportunidades de emprego torna-se crucial para a inclusão do deficiente. Enquanto indivíduo ativo na sociedade, o mesmo, pode ser produtivo desde que seja aproveitado em atividades adequadas ao seu grau de deficiência.

Jaqueline comenta sobre as barreiras mediante suas limitações.


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