terça-feira, 10 de novembro de 2015

Mudanças e perdas

Todos estamos em constante evolução. Chegamos a um ponto absurdo de avanços tecnológicos, comunicacionais, científicos… porém, não sociais. Sim, vivemos neste contrassenso. Colocamos prioridades nos instrumentos dos objetivos, contudo, não no próprio alvo alcançado, muito menos da maneira com o qual se conquista o progresso. Seja ele de qual natureza for.

A educação do Brasil procura evolução. De maneira tão “voraz”, que seu slogan principal foca nisso. A “Pátria Educadora” explicita o que querem que achemos prioridade. A todo momento - com ajuda das cobranças dadas pela imprensa - tomamos conhecimento de formulações, tramitações e situações que forçam novas modalidades de aprendizagem e ensino pelo MEC (Ministério da Educação).

Uma delas diz respeito à disciplina que estuda a evolução do homem (ser social no mundo): a História. De acordo com a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio, tudo que você aprendeu anos atrás, é fruto de alienação. Por que? O ocidentalismo praticamente é colocado como dispensável na grade curricular. O mundo passa a ganhar novas divisões; Afinal, a cronologia para a história nem importa tanto na cabeça do MEC; Enquanto o mundo todo analisa e se aprofunda de acordo com a linha do tempo do acontecimento das coisas, por aqui, nossos estudantes verão mundos dissociados: o americano-ameríndio, o africano e o oriental. Ou seja, a história do pensamento filosófico ficaria resumido àquelas coisas que já vimos na aula, mas nunca mais lembraremos.


História é memória. É o extrato necessário para as civilizações não repetirem os mesmos erros. E construírem novos caminhos. Talvez para nós. Mas não para o MEC.


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