Todos estamos em constante
evolução. Chegamos a um ponto absurdo de avanços tecnológicos, comunicacionais,
científicos… porém, não sociais. Sim, vivemos neste contrassenso. Colocamos
prioridades nos instrumentos dos objetivos, contudo, não no próprio alvo alcançado,
muito menos da maneira com o qual se conquista o progresso. Seja ele de qual
natureza for.
A educação do Brasil procura
evolução. De maneira tão “voraz”, que seu slogan principal foca nisso. A
“Pátria Educadora” explicita o que querem que achemos prioridade. A todo
momento - com ajuda das cobranças dadas pela imprensa - tomamos conhecimento de
formulações, tramitações e situações que forçam novas modalidades de
aprendizagem e ensino pelo MEC (Ministério da Educação).
Uma delas diz respeito à disciplina
que estuda a evolução do homem (ser social no mundo): a História. De acordo com
a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio, tudo que você aprendeu anos
atrás, é fruto de alienação. Por que? O ocidentalismo praticamente é colocado
como dispensável na grade curricular. O mundo passa a ganhar novas divisões;
Afinal, a cronologia para a história nem importa tanto na cabeça do MEC;
Enquanto o mundo todo analisa e se aprofunda de acordo com a linha do tempo do
acontecimento das coisas, por aqui, nossos estudantes verão mundos dissociados:
o americano-ameríndio, o africano e o oriental. Ou seja, a história do
pensamento filosófico ficaria resumido àquelas coisas que já vimos na aula, mas
nunca mais lembraremos.
História é memória. É o extrato
necessário para as civilizações não repetirem os mesmos erros. E construírem
novos caminhos. Talvez para nós. Mas não para o MEC.
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